sábado, 28 de março de 2020

15.º dia de Quarentena

Passaram já 15 dias e não sabemos quantos mais vão passar. Existem previsões, palpites, teorias, mas a verdade é que ninguém sabe quando é que "isto" terá fim.
(Estou neste momento a ouvir Dean Martin com phones porque sinto uma enorme necessidade de estar sozinha, ainda que vocês as duas estejam a ver o tablet no sofá e o pai esteja ao vosso lado a ver tv... )
De manhã fui à praça, ao talho e ao mini-mercado fazer as compras para nós e para os avós. 
Desde a semana passada que existem filas à porta de todos os estabelecimentos de alimentação que se encontram abertos, controlando assim o número de pessoas que entram. Já quase que não precisamos de atravessar na passadeira porque passam poucos carros na estrada (ainda que sejam muitos, face àquilo que nos pediram). Existem poucos lugares de estacionamento porque quase toda a gente está em casa. Os restaurantes estão todos fechados e os que estão abertos só têm disponível a opção take away. O "nosso" Fidalgos tem uma mesa à porta e servem café em copos de plásticos e miniaturas e todos aqueles bolos deliciosos também em regime take away. (Ainda tenho esperança que invistam naqueles copos tipo Starbucks ou Dunkin' Donuts e que a moda fique)
A última vez que fomos a um restaurante foi com os pais da tua amiga Carolina, em Lisboa, em Fevereiro... mal nós sabíamos que tão cedo não iríamos entrar num restaurante, ir a um parque infantil, ou até abraçarmos aqueles que amamos. Caraças... que vontade tenho de abraçar os avós. Mas depois penso que os tenho (e com saúde) e deixo-me de mariquices.
A música que estou a ouvir agora é Arrivederci Roma e sinto um aperto no coração por tudo aquilo que se está a passar em Itália neste momento. Hoje morreram quase 900 pessoas em Itália e ontem ultrapassaram os 900... Espanha vai pelo mesmo caminho e até há pouco tempo eu, inocente, ingénua, pouco informada, achava que tudo isto era um exagero. Não era. Não é.
Não sabemos nada.
Resta-nos esperar.

quinta-feira, 26 de março de 2020

13.º dia de Quarentena

Temos novas rotinas, novos hábitos e passamos muito tempo juntas, quase como se estivéssemos de férias mas sem o sabor das mesmas. Por falar nisso, deixei de sonhar com as próximas, não se prevê o fim desta pandemia e o ano corrente será para sem dúvida um ano de pausa.
Esta semana foi desafiante e levou-me muitas vezes a pensar em alterar a minha condição de teletrabalho para baixa por assistência à família. Tenho assistido a imensos projetos de pais e filhos que me levam a pensar que sou uma má mãe. Dedico todos os dias da minha quarentena a um trabalho que não me valoriza, que não me reconhece e que me faz acordar pressionada, não pelo que se está a passar no mundo mas pelos prazos e trabalhos que tenho que cumprir.
Quero que saibam que nestes dias não brinquei mais convosco porque não me foi possível e que nada me daria mais prazer do que estar convosco de verdade, a ouvir-vos, a mimar-vos a estar presente e não sempre em frente a este ecrã. Perdoem-me este sentido de responsabilidade e as minhas falhas como mãe. Perdoem-me por não construir convosco projetos com materiais recicláveis, cantar canções da escola, fazer mais bolos (temos feito um por semana, não está mal) e "puxar" pelas vossas capacidades.

sábado, 21 de março de 2020

8.º dia de Quarentena

Que não hajam dúvidas que vamos recordar estes dias durante muitos e muitos anos. Que as nossas rotinas vão mudar, que a nossa maneira de ser será moldada e que iremos valorizar outras coisas que até há pouco tempo tínhamos como adquiridas.
Quase todo o mundo está em quarentena: obrigatória, voluntária, parcial.... há fronteiras fechadas, viagens canceladas, etc.
Foi declarado Estado de Emergência no nosso país no passado dia 19/03, os cafés e restaurantes fecharam, as empresas com atendimento ao público fecharam, foi potenciado o comércio online para quase todo o tipo de negócios. Continuam abertas as lojas de alimentação: minimercados, talho, mercado central, padarias e existem restaurantes que se dedicaram ao takeaway. As rua estão desertas, havendo apenas concentrações de pessoas espaçadas nos poucos negócios que continuam abertos.
A mãe tem estado convosco desde segunda-feira sozinha em casa, enquanto o pai vai trabalhar. Cada vez com menos energia, dedicando o seu tempo ao trabalho, à tua escola Francisca e às tuas brincadeiras Carlota. Apesar de já terem passado quase 8 dias desde que estamos "presas" ainda estamos a adaptar as nossas rotinas a esta nova realidade. Se fosses um pouco mais velha Carlota, tudo seria mais fácil de planear. Assim, com os teus tenros 3 anos não consigo fazer muitos planos para a semana, preciso apenas de seguir umas linhas orientadoras: acordar cedo (sem despertador), pequeno-almoço seguido de higiene e vestir, trabalhar (eu e a Francisca), almoço, higiene e sesta (quando é possível) e depois logo se vê. Tenho trabalhado em todos os bocadinhos que posso, tenho feito o possível para responder ativamente e rapidamente a todos os assuntos trabalho não descurando os vossos trabalhos da escola nem a atenção e paciência que vos tenho que dar.
A escola em casa é outra adaptação que todos estamos a passar, ontem tivemos a nossa primeira video-chamada com a professora e foi importante para nós pais e para vocês perceber como se estão adaptar os colegas, qual o feedback dos amigos e professores, foi importante partilhar as dificuldades nos trabalhos de casa, os medos, as expetativas.
Que não duvidemos que este afastamento nos tem tornado a todos mais próximos. Acho que nunca fiz tantas videochamadas com amigos e familiares, nunca enviei tantas mensagens a amigos. E tenho-me lembrado muito dos amigos que estão longe e tenho enviado mensagens, que não haja preguiças nesta altura! Que se aproveite esta pandemia estúpida para querermos saber mais uns dos outros. Agora não há raça, estatuto social, diferença. Estamos juntos, qualquer um pode estar infetado, qualquer um pode sofrer com esta doença direta ou indiretamente. Que este problema traga também algo de positivo... agora que já tinha perdido toda a minha fé na Humanidade.



quarta-feira, 18 de março de 2020

5.º dia de Quarentena

Hoje é o 5.º dia que estamos "presas" em casa. Desde sábado que limitámos ao mínimo as nossas saídas. Saímos no sábado por 10m para andarmos um pouco na ciclovia em frente à nossa casa, que estava deserta. Eu e o pai saímos na segunda para que a mãe pudesse ir a um Clinica tirar dois sinais na cara e desde aí que temos estado encerrados.
Ontem fui levar o lixo para a reciclagem e soube-me tão bem sentir o vento na cara.
É verdade que não nos estão a pedir nada de extraordinário, mas o facto de não ter tempo livre está-me a afetar. Levo os dias a tentar trabalhar, a tentar ser uma mãe paciente, uma educadora para a Carlota, uma professora para a Francisca, uma boa dona de casa que não deixa nada fora do lugar, mas não está fácil. Quando adormecem à noite aproveito para trabalhar e fazer aquilo que não consegui durante o dia. Depois adormeço e começa um novo dia de prisão domiciliária.
Está a ser terrível a questão das compras, com a nossa estadia em casa os alimentos desaparecem porque vocês estão sempre com fome e os supermercados têm as idas muito controladas e filas gigantes. As compras online ou não estão disponíveis ou têm data de entrega para daqui a 15 dias. Nunca vivemos nada parecido e já estamos a racionar as refeições em casa. Há que ser inteligente e organizado para que consigamos ultrapassar da melhor forma o que se está a passar e o que está por vir.


sábado, 14 de março de 2020

1.º dia de Quarentena

Hoje é oficialmente o 1.º dia de isolamento social da família Costa Domingos.
Depois de na quinta-feira à noite o 1.º Ministro ter declarado o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino até 9 de abril (pelo menos), começámos a traçar o nosso plano... Faltam 27 dias até sabermos quais serão as novas diretrizes.
Vamos ficar em casa, isolados da nossa família e amigos e vamos ter um plano de trabalho que permita seguir com as nossas rotinas escolares e com a sanidade mental dos papás. Muni-me de várias fichas de atividades e livros de preparação do 1.º ano, de mapas de rotinas do pré-escolar e aderi ao canal pago de filmes para que possamos "tirar partido" desta porcaria de vírus. Vamos passar muito tempo juntos, vamos perder a paciência, vamos aborrecer-nos uns com os outros, mas também nos vamos rir muito juntos, vamos ver filmes agarradinhos a comer pipocas e vamos acordar um pouco mais tarde. Vamos criar rotinas que espero que se mantenham depois da tempestade e vamos sair disto mais fortes e com boas práticas enraizadas, assim o espero.
Dizia-vos no outro dia que a minha opinião em relação a este vírus já se tinha alterado muito, de semana para semana. Neste momento, a situação prevê-se que seja tão complicada que a mamã já nem sequer acorda a pensar em Singapura...
A informação que tenho recebido e lido relativamente à pandemia é que não a podemos desvalorizar e que devemos atuar já, porque a situação vai piorar muito. Os problemas que já existiam nos hospitais serão cada vez mais graves e o sistema de saúde vai com certeza colapsar. Temos a tarefa de nos protegermos (a nós e aos outros). 
Ouvia ontem a seguinte frase "No tempo dos nossos avós pediram-lhes que fosse para a guerra, a nós só nos pedem que fiquemos em casa". Vamos então cumprir e acreditar que daqui a uns meses tudo isto não passará de uma má recordação.

sábado, 7 de março de 2020

Covid19

Já há mais de um mês que tenho tido vontade de vos contar o que se anda a passar em pleno 1.º Trimestre de 2020 e acho que já o devia ter feito. Primeiro, porque mudei muito de opinião nos últimos dias, depois porque tenho consciência que o assunto que está "em cima" da mesa vai ficar gravado na nossa história e daqui a uns anos todos iremos falar naquele ano negro em que apareceu um tal de coronavirus, que direta e indiretamente nos afetou a todos, prejudicou a situação económica do nosso país e (com todo o egoísmo que tenho) estragou uma das coisas que mais gozo me dá na vida. O meu motor, logo a seguir a vocês as duas. Este vírus matou as nossas férias. Hipotecou os meus sonhos para 2020. As imagens, sabores e saberes que tenho andado a ansiar há 8 meses. Ainda não cancelei a viagem mas sei que o vou fazer, porque estou convicta que a situação vai piorar nos próximos meses, ao invés de reverter. E desisti (mentalmente) desta viagem porque sou coerente com aquilo que acredito, porque me preocupo com os outros e tenho de ter responsabilidade social para estarmos protegidos em casa e não a vaguear pela Ásia. A minha felicidade em viajar durou cerca de uma semana. Sei disso porque foi o tempo que tive entre o tomar a decisão com o pai de viajar, consumir livros, informação online, youtube e tudo sobre esta viagem, marcar a viagem e saber 3 ou 4 dias depois que havia uma epidemia na China com números a aumentar de dia para dia.
Perdoem-me o egoísmo filhas... num primeiro momento só pensei nas férias, só pensei que me estavam a querer roubar o meu balão de oxigénio anual. Todos os dias entrava (e ainda entro) num site para saber se o número de infetados nos 3 países que íamos viajar estava a aumentar e ao longo destas semanas mudei tanto. Tive dias em que acreditei que o final da epidemia estaria para breve e que iríamos na mesma, tive dias em que pensei que rapidamente se tornaria numa pandemia e agora estou preocupada e triste. Perdoem-me filhas por não valorizar tudo o de bom temos e estar triste com isto, mas não seria sincera se não dissesse que estou de rastos. Perdoem-me o exagero.
Nos próximos dias dou notícias, até lá espero deixar de pensar nisto e continuar a viver a vida ao vosso lado. Vocês estão cada vez melhores, meus amores!

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

1.º Ciclo - os primeiros 15 dias

A 16 de setembro de 2019 saímos de casa com a mochila nova, a lancheira nova e toda uma rotina nova e muita vontade de aprender. Até a mana Carlota estava ansiosa e olha de forma vaidosa para a tua mochila. Para ela também estávamos a entrar num novo ciclo, no jardim de infância com uma nova sala - Chapim Real - uma nova auxiliar e uma nova educadora.
Nos primeiros dias não trouxeste grandes novidades para os pais, comentaste um ou outro aspeto do 1.º ano, mas sem grande detalhe e sem que conseguíssemos perceber o que era isso do Movimento Escola Moderna e que rutura era essa com o ensino tradicional. Até à reunião que decorreu no teu 5.º dia de escola a única certeza que tínhamos era que apenas tinhas um manual escolar (o de Matemática) e que não irias aprender a ler e escrever como nós tínhamos aprendido. Até à reunião ficávamos confusos a pensar na dimensão da sala, no número de alunos (34) e nas duas professoras. Como é que duas turmas e duas professoras podiam resultar num só espaço comum?!
Conhecemos a Prof. Vanessa e a Prof. Dora e criámos uma empatia imediata com ambas. Uma era experiente, dinâmica e com sentido de humor, a outra, mais nova, muito simples, calma, assertiva e com um aparente domínio da "matéria". Não podia pedir mais nesta fase. A questão das turmas em conjunto com duas professoras? Vamos confiar.
Com a chegada da segunda semana, chegou também o primeiro texto do livro de leitura. O livro de leitura é o "livro de Português" que é criado com textos provenientes das experiências dos alunos. No 1.º texto existia apenas uma frase, com algumas palavras que serão inevitavelmente as primeiras palavras que saberás ler e escrever, ainda que seja de forma decorada. Apenas por associação do desenho das letras às palavras que representam. Olhámos para ti com orgulho a "ler" o texto em casa e demos pela Carlota também a "ler" o mesmo texto.
Os primeiros trabalhos de casa surgiram apenas no final da segunda semana de escola e foram fáceis para ti, no que respeita à Matemática e uma seca no que respeita ao praticar a caligrafia do teu nome. Na minha opinião escreves de forma bonita o nome em letra de imprensa e manuscrita, mas para os teus padrões de exigência ainda não está muito bonito e por isso não te apetece "praticar".
Ainda estou a aprender a lidar contigo como aluna e com as tuas primeiras frustrações. Nada que eu não soubesse que iria ocorrer. Não sejas tão exigente contigo Francisquinha, tu és fantástica filha!


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Casa Vazia

Desde sempre que ouvimos falar que ser mãe também é sentir um aperto no peito quando os nossos filhos estão longe de nós. Quando essa situação não passa de uma hipóteses ou de um momento que está para acontecer, chegamos mesmo a pensar que não vai custar nada, que vai ser tão bom estar umas horas "livre" e que "já estão mais velha, já custa menos". Mas chegando o momento de vos deixar, custa sempre.
Ontem enquanto choravas por te deixar na casa da avó eu respondia que entendia porque te estavas a sentir assim, eu também não te queria largar, mas não o demonstrava. Sabia que era o melhor para ti e para a mana Carlota porque assim não teria que vos acordar cedo para vos entregar aos avós para irem os 4 para ao Algarve. Não queria largar-te Carlota, porque queria que me acordasses a meio da noite para ires para a minha cama e sentir os teus pés gordinhos a tocarem-me. Todas as vezes que dormiram sem nós, e foram muito poucas as vezes, me deixaram sempre com a sensação de casa vazia.
Quando passaram aquela semana de junho com os avós, consegui recuperar muita energia e aproveitei para não fazer "nada", mas a primeira e a segunda noite são sempre duras porque parece que continuam ali em casa nas vossas camas, mas falta o barulho... Não me interpretem mal! Também gosto de estar sozinha!
Durante o dia, quando estão na escola, raramente dou por mim a preocupar-me convosco. Mas quando estão no parque, no Algarve, no Alentejo ou em qualquer outra parte sem nós estou sempre preocupada. Sempre. Não tem a ver com a confiança que tenho nas pessoas que estão convosco, neste caso os avós. Não consigo mesmo estar descansada e tudo me preocupa, os parques infantis, o mar, as viagens de carro, as passadeiras nas estradas, tudo.
Aproveitem bem estes três dias e criem memórias com os vossos avós. Se eu pudesse agora também estaria a criar memórias com os meus!

Beijos minha Francisca especial e meu potinho de mel


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O último desmame

Já passaram duas semanas e por isso já posso afirmar com alguma certeza. Deixei de amamentar a Carlota.

É uma alteração na minha rotina mais que necessária, mas nem por isso deixa de ser difícil de aceitar. Já não queria, já não me sentia confortável e não fazia sentido estar mais de 30 minutos na tua cama Carlota a adormecer-te na maminha. A maminha não era só mimo e conforto, era também a "bengala" para adormeceres e isso não fazia sentido. Já há mais de uma semana que me queixava com dores e tu não querias saber. Um dia, uma segunda-feira à mesa, a mana Francisca perguntou se eu ainda tinha dores nas maminhas e eu disse que sim. Dei por ti a estares atenta àquela pergunta e resposta. Nessa noite, para meu espanto disseste que não querias maminha e que podíamos ler um livro as duas, passaram duas semanas e não voltaste a pedir. Há três dias perguntaste-me antes de te ler a história: "ainda tens dói-dói nas maminhas, mamã?" E eu não sabia qual era a tua intenção e menti. Disse que ainda me doiam.
Depois de quase 3 anos a amamentar-te todos os dias, senti que já não tinha um bébé, senti que nunca mais iria saber o que é ter um bebé em casa. Podia sentir-me livre, mas senti-me apenas nostálgica.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Minha querida Carlota

Minha querida filha Carlota,
Que em momento algum ouses pensar que a falta de textos depois do teu nascimento é equivalente à falta de histórias dos últimos anos. Se existem dias, meses, anos com histórias para vos contar estes são os dias! Estes são os momentos! 

E é talvez por isso que eu os relate menos! Tenho vivido de uma forma tão intensa este nosso amor. Tenho vivido de forma tão saudosista estes "últimos" tempos enquanto ainda és bebé. Não me consigo abstrair do facto de seres a minha última bebé e destes tempos passarem tão depressa.
Tu és uma fonte de boa energia! Tu és gargalhadas, carinho, humor num corpo gorducho que dá vontade de apertar! Tu és caracóis perfeitos e olhar doce. Tu aparentas ser séria, tímida, discreta e és um palhacinho, uma brincalhona, uma chinesinha a rir... Uma menina crescida que sabe o que quer e se desenrasca destemida frente a qualquer obstáculo e uma bebé que não quer largar a maminha da mãe. Tu negas abracinhos e carinhos à Francisca quando acordas, mas não perdes uma oportunidade para me dar beijos repenicados e de me abraçar com toda a força do mundo. Tu não pronuncias bem as palavras e é difícil às vezes entender o que dizes e todos nós nos apaixonamos pela tua língua e jeito de falar.

Obrigada por existires e me fazeres tão feliz! A mim, ao pai André e à tua querida mana Francisca.


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Desmame

Miúdas, não posso dizer que tem sido fácil ou pouco cansativo, mas tem sido muito gratificante acompanhar cada um dos vossos passos dia-a-dia durante os últimos meses.
Lamento não ter dado notícias em tantas semanas, logo agora que a evolução da Carlota tem sido significativa diariamente.
Francisca, tens estado a testar todos os limites que te são possíveis e houve alturas desta semana que até me levaste às lágrimas questionando-me aonde tinha eu falhado, para que fosses tão cruel nas palavras, tão rebelde nos atos, tão revoltada. Não sei se tem a ver com a idade em si, se tem a ver com os tempos passados nas Férias da escola junto de colegas mais velhos, mas tens desrespeitado a mãe e o pai numa base diária e isso não tem sido fácil.
Por outro lado, assistimos a uma Carlota cada vez mais dependente da mãe. Tem de ser a mãe a adormecer, tem de ser a mãe a dar colo, tem de ser a mãe a trazer o copo com água, tem de ser a mãe a vestir/despir, tem de ser a mãe. Dás também os beijos mais doces do mundo. Agarras na minha cara e dás beijinhos muito sentidos, desculpa se sentes a minha falta durante o dia, não tenho outra hipótese, não posso estar sempre junto a ti. Desculpa-me se todos os dias penso que "Hoje é o último dia em que te dou maminha", mas há dias que não aguento. Não aguento. O teu vício é muito maior do que o que a mana alguma vez teve e tantas vezes dou por ti em casa ao final do dia a tentar despir-me para teres direito aos teus minutos de miminhos-maminhas. Quando fizeste um ano decidi que ia deixar de te dar mama durante a noite, porque andavas a acordar muitas vezes só pelo vício da maminha. Foram apenas duas noites com períodos de choro, muito colo e mimo depois passou. Passaste a pedir apenas ao acordar e ao adormecer. Agora tão próxima dos dois anos e numa altura em que já confirmei que pouco há no meu peito que te alimente é que te encontro desesperada pela "mamina". Começa quase quando chegas a casa e de manhã só não existe porque te distraio com o pequeno-almoço e com a pressa das tarefas rotineiras pré-escola. Mas à noite tem sido impossível. Não acordas para receber conforto do meu colo ou das minhas palavras, acordas desesperada pela "mamina" e dás gritos ensurdecedores. Tive culpa quando numa ou outra noite de muito sono cedi a dar-te peito fora do horário habitual (20:45-22:00). Bastaram essas vezes para que tu percebesses que as "maminas" estavam ali e que podias continuar a berrar que eu mais tarde ou mais cedo cedia.
Perdoa-me se esta noite não te der as tuas maminhas. Perdoa-me minha pequenina, se no meio dos berros olhar para ti com um ar zangado e cansado e parecer que não quero confortar as tuas lágrimas. Perdoa-me por te dar uma despedida da amamentação tão fria. E mais que tudo, perdoa-me por ter sido uma decisão minha e não tua, como sempre pensei que seria.
(Ainda não estou certa se o vou fazer ou não, mas se tiver coragem é hoje... )

Nova Iorque

- Mãe, gostavas de viver em Nova Iorque?
- Sim, acho que sim.
- Eu também, podíamos falar brasileiro todos os dias.
- Na América (do Norte) não se fala brasileiro, é inglês!
- Ou isso... Eu gosto muito das lojas e dos parques de lá!!
- Eu gosto de andar na rua, de ver as pessoas a falarem outras línguas, os prédios muito altos, as casinhas bonitas, as comidas de todo o mundo, mas também gosto dos parques e dos museus.
- Lá há tudo não é? Podíamos ir viver para lá...


Todas as semanas há uma ou outra conversa que te conduzem às férias pelos EUA. Identificas muito facilmente imagens de NY em filmes, quadros ou fotografias e perguntas-me com frequência quando é que vais ter idade para ires sozinha com os teus amigos para lá. (é que eu disse-te que a próxima viagem a Nova Iorque talvez seja quando fores crescida e quiseres ir lá com os teus amigos)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Minhas filhas, meus amores!

Passei agora junto à porta do vosso quarto e fui ouvir a vossa respiração... descansada, em paz! Regressei ao sofá com a sensação de dever cumprido. Acho que o faço quase todos os dias.
Desde que iniciámos o desmame (da maminha como chucha da noite e não como mimo ou alimento) que tu Carlota adormeces sempre com algum choro. Uns dias mais fáceis, outros nem por isso, mas choras muito, apontas para o meu peito, dizes "Dá", "Papa" e mostras as favolas num choro de agonia como quem me pede mais. Não pode ser bebé, passas quase todas as noites cerca de 1h na maminha, dá para comer, receber miminho e muito mais, a mãe tem mesmo que ser firme. 

Francisca, estás cada vez mais crescida. Não no sentido bebé grande, mas sim crescida ao ponto de nos esquecermos da tua idade. És responsável quando não o tens de ser, és uma irmã mais velha muito protetora e que oferece miminhos a toda a hora à mana. Dizes muitas vezes que a Carlota é exatamente uma mana como tu querias e que é o bebé mais lindo do mundo. Choras às vezes quando te portas menos bem, ou quando entornas alguma coisa... E nesses momentos a mãe lembra-te sempre: ainda és pequenina, meu amor, não há problema. Cada vez estamos mais orgulhosos daquilo que és e daquilo em que te estás a tornar, à medida que os dias passam a uma velocidade estonteante.

Carlota, minha doce malandra, desculpa se às vezes me ponho com comparações inúteis. Vocês são diferente e ao mesmo tempo tão parecidas. No dia em que ambas completaram um ano tinham muito pouco cabelo, quase que não dava para usar um lacinho e passado poucas semanas os vossos cabelos cresceram muito, começaram a crescer todos os dias e vocês começaram a ficar com feições mais bonitas, mais femininas e começaram a falar mais. Fiquei surpreendida com a mana e volto a estar supreendida 3 anos e meio depois contigo!  No espaço de uma semana começaste a dizer: "Não há" . acompanhada do gesto; começaste a chamar mais vezes a "Tita" ainda que só lhe chames por "Ti"; pedes "Á" quando tens sede; começaste a entender muito melhor tudo aquilo que dizemos; e há cerca de dois dias que nos dizes algo que desconfiamos ser "Mamã". 

domingo, 26 de novembro de 2017

Quem é que trata da roupa?

Até há cerca de 3 ou 4 meses tinhas muito medo do chuveiro, mas talvez porque tenhas visto os pais a dar banho à Carlota de chuveiro, ou apenas porque cresceste e perdeste o medo, passámos utilizá-lo em parte do teu banho.
Há uma semana, decidi convidar-te para tomar banho no polibã comigo, aceitaste com muito entusiasmo e disseste que querias repetir.
Hoje voltei a lembrar-me de te convidar e foi muito divertido olhar para ti. A imitar-me a esfregar a cabeça com champô e a espalhar o gel duche pelo corpo. Uma mulherzinha!

Enquanto te limpava, lembrei-me de dizer num momento de parvoíce:
- Oh Kika, tu já sabes lavar tão bem o teu cabelo e o teu corpo. Até sabes limpar-te como uma menina grande! Qualquer dia já não precisas da mãe para nada! Já me podes mandar fora! (eu sei que esta tirada foi muito fraquinha da minha parte, mas às vezes também me dá para dizer coisas estúpidas)
- Não mãe, preciso que trates da minha roupa.

L O L

terça-feira, 7 de novembro de 2017

12 meses de Carlota!

Neste ano que "passou tão depressa" não dei por vocês crescerem tanto. Tu Francisca está uma menina crescida com opiniões muito válidas e com uma atenção em tudo aquilo que te dizemos que supera todas as nossas expetativas e tu Carlota surpreende-nos todos os dias com o teu jeitinho meigo e ao mesmo tempo malandreco.

~Parabéns Carlota!~

Parabéns meu bebé doce! A mamã deseja que sejas sempre muito feliz, que cresças em liberdade, que brinques muito, que aprendas despreocupadamente a viver e conviver com os outros. Espero que sejas sempre um dos amores da mana Francisca, assim como espero que a mana continue a ser a tua grande fonte de inspiração e gargalhadas.

Com 12 meses:
  • Ainda não dizes "mamã";
  • A palavra que mais repetes é "papa" (não confundir com "papá")
  • Ainda não descobrimos qual o alimento que gostas menos, tudo o que te é oferecido, é comido sem hesitação e com um enorme sorriso;
  • Choras (quase) sempre que acaba a comida, com muitas lágrimas e gritos e por vezes não entendes que 2 conchas de sopa, um 2.º prato e fruta são mais que suficientes para o teu pequenino estomago.
  • Bates palminhas com muita frequência, especialmente quando ouves a música "Parabéns";
  • Chamas os cães e gatinhos, conforme a avó te ensinou;
  • Sabes o som que o cão faz, mas em vez de dizeres "ão" dizes "han".
  • A mana chama-se "Tita", mas só dizes o nome dela, quando não estamos à espera e nunca a pedido.
  • Sabes que quando vestimos um casaco é porque vamos à rua e se estás ao nosso colo olhas à volta e dizes adeus em redor;
  • Sabes dizer "pã" (pão) e por ti podias estar o dia inteiro a comer pão (ou a comer no geral...)
  • Bebes água sozinha;
  • O único leite que bebes é o meu e espero continuar assim por mais uns tempos;
  • Adoras o avô e avó.
  • Quando vês o meu telefone dizes "avó", porque deves pensar que este aparelho apenas serve para falamos com a avó.
  • Quando estamos a falar ao telefone cm alguém, entusiasma-te e começas a dizer em voz alta acompanhada de um lindo sorriso "Olá! Olá! Olá!
  • Na semana passada começaste a ficar de pé sem apoio e hoje já deste uns passos sozinha.
  • Gostas de estar em pé apoiada em alguma mesa ou cadeira.
  • Gostas de brincar com Nenucos, simulando que lhe estás a dar de comida, mas na seguinte proporção: 10 colheres para a Carlota, 1 colher para o Nenuco.
  • Se me zango contigo com um ar sério choras desalmadamente e é difícil acalmar-te.
  • Estás completamente viciada na mama e estamos prestes a combater este problema.
  • Sabes que só se faz cócó no bacio e embora não saibas pedir, sempre que não o fazes de manhã ao longo do dia foges de nós e gatinhas em direção ao quarto, e sentas-te num cantinho. Isso é sinal que tenho que ir buscar o bacio para tratares do assunto e normalmente vai a tempo, como se esperasses por mim.
  • Às vezes pareces um rapazinho e para ajudar não aguentas um gancho, laço ou fita na cabeça.
  • Estás cada vez mais bonita.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Manas #01

Ah como eu adoro os sábados de manhã!

Não são nada como eu os tinha imaginado há uns 10 anos atrás. Não me levanto perto das 9h e vou ate à praça fazer as compras de carne, peixe, legumes e fruta.
O sábado começa sempre um pouco antes das 8h e significa muita brincadeira para vocês e muito esforço da minha parte para (tentar) fazer algumas tarefas domésticas como arrumar a cozinha e estender a roupa.
O pai vai até ao ginásio e eu deixo-vos brincar sozinhas no quarto (com alguma supervisão, já que a mana Kokinhas gosta de brincar com lápis, plasticina e tudo aquilo que representa um perigo). Cada vez arrisco mais, porque cada vez tenho uma Francisca mais atenta e responsável e uma Carlota com mais noção do que não deve fazer, ainda que goste muito de testar limites...

Este sábado estava eu a estender a roupa e ouvi lá do fundo, do quarto de brincar: "Mãaaaaaaeeee! Anda cá!", lá fui eu quase a correr e meio do caminho começaste a dizer: 
«Mãe, a Carlota quer fazer cocó, vai pô-la no bacio! Ela estava com os olhos muito vermelhos e parecia estar a fazer força!» 
Quando cheguei ao pé das duas, a Carlota estava normal. Ainda assim, confiei na tua informação e pus a mana no bacio. Em poucos segundos revelou-me que tinhas toda a razão. Chamei-te e tu foste a medo até ao quarto de brincar (devias estar a pensar que me ia zangar contigo por algum motivo) e disse-te:
- Francisca sabes uma coisa? A mana tem a fralda limpa, está ali no bacio e já fez cócó. Por tua causa a mana não está toda suja e está contente. Estou muito feliz contigo filha! A Carlota tem muita sorte em ter uma mana tão crescida! E eu tenho muito orgulho em ti! És tão grande! 
- Oh mãe mas é claro que eu ia reparar que a Carlota tinha vontade, eu já sou grande!
- Sabes que há adultos que não conseguem reparar nisso?! És mesmo crescida! Adoro-te meu amor!

Adoro-te minha menina crescida!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O dia em que nasceu a Maria Antónia

Ontem passei o dia a pensar na Susi, mas como ia trocando mensagens com ela ia ficando descansada (e cada vez mais ansiosa).
Hoje estou num estado de lamechice tão grande, que me apetece fechar a porta do gabinete e chorar. Ainda não falei com a minha amiga. Sei que correu bem apenas. E este "apenas" é tudo. Porque no fundo eu só queria que corresse bem e que tanto a minha amiga como a pequenina Antónia estivessem bem.
Apetece-me muito abraçar a minha amiga. Apetece-me muito dizer-lhe que a bebé é linda, não porque é dela, não porque já estou apaixonada por ela, mas porque é mesmo linda. Apetece-me por a tarde de férias, agarrar no carro e ir até Vila Franca de Xira.

Espero que vocês tenham a sorte de ter pelo menos uma amiga assim na vossa vida. A minha Susi é especialÉ sempre bem humorada, descontraída, descomplicada, nem sempre precisa de falar para comunicar comigo, qualquer trapinho lhe fica bem, não tem sotaque, mas e uma mulher do norte. E eu tive a sorte de trabalhar no mesmo cubículo que ela durante uns bons anos. E sei que ganhei anos de vida com todas as gargalhadas que dei junto a ela.

Diverti-me tanto quando fomos a Madrid e em todas as vezes que fomos a Sevilla. 

A Susi já não vai ser a mesma, eu também já não sou a mesma... Passaram-se uns anos, não trabalhamos no mesmo local, chegamos a estar meses sem falarmos uma com a outra e agora para além disso temos mais uma coisa em comum, somos mães. E sei que a Susi vai perceber que este amor que cresce de dia para dia é o melhor que a vida tem. E sei que a Maria Antónia vai ser uma menina muito feliz e que vai crescer junto do sorriso bonito da mãe. Aquele sorriso que eu conheço tão bem.

Parabéns minha querida amiga Susete! Sê bem-vinda Maria Antónia!

domingo, 10 de setembro de 2017

"Olho para o negócio"

Hoje foi dia de cicloturismo na Moita, como já é hábito no primeiro domingo de Festa. 

O largo da Câmara tinha dezenas de ciclistas e bicicletas e como é domingo o comércio está fechado. A Francisca, já com perfil de gestora, indagou:
- Oh mãe não entendo! Porque está tanta gente na rua e as pessoas que vendem coisas estão a dormir e têm as lojas fechadas?!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

10 meses!!



  • Já dizes "Tita" quando vês a Francisca, pelo que acredito que seja a tua forma de a chamar;
  • Gostas de bater no aquário que tem dois peixinhos comprados há 15 dias: o Dudu e a Rosinha (nomes escolhidos pela Francisca);
  • Gostas muito de estar em pé e se te dermos as mãos começas a fazer o movimento de marcha, mas de forma muito acelerada (e desengonçada);
  • Continuas a interromper uma noite de sono, agora já não me parecem dentes, queria acreditar que era outra coisa para além de manha, mas...
  • Já ligas à televisão, pelo menos aos intervalos do Canal Panda e especialmente quando dá a música "Parabéns";
  • Fazes muito bem "a galinha põe o ovo";
  • Quando chegamos ao Colégio recebes-nos com um enorme sorriso e bates muitas palminhas;
  • Continuas a adorar toda a comida, mais doce, menos doce, sem sal, sólida, líquida;
  • O "adeus" já não é abanar a mão, mas sim abrir e fechá-la;
  • Este gesto de abrir e fechar a mão também serve para dizer "agarrem-me";
  • Tens cinco dentes visíveis (três em baixo e dois enormes em cima);
  • Gostas de nos dar objetos enquanto dizes "Dá" e depois exiges que estes te sejam devolvidos no segundo a seguir senão começas a berrar;
  • Não trocas o meu colinho por nada, especialmente se for de noite;
  • Continuas a preferir a maminha a qualquer outra coisa;
  • Gostas cada vez mais da Francisca e eu gosto cada vez mais de vos ver a brincar juntas!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

9 Meses!!

Quem me disse que os meses num segundo filho parecem passar ainda mais depressa não estava a mentir. Já nem me consigo lembrar bem da minha bebé pequenina com quem passei 5 meses de muito afeto. A minha bebé é agora uma gorduchinha risonha e aventureira.

Com 9 meses:
  • Dormes na tua caminha no quarto com a mana (desde que regressámos de férias, portanto já há mais de um mês);
  • Fazes cócó no bacio e neste último mês já foram raras as fraldas sujas (excepto as de xixi, óbvio);
  • Danças cada vez que ouves música;
  • Comes tudo (mesmo T-U-D-O) aquilo que te damos para as mãos ou para a boca;
  • Adoras comer e ainda não percebeste que existe um fim, seja quando acabas a sopa, o iogurte, a papa ou a fruta. Ou até mesmo quando estás a beber água… Filha, não é preciso chorar sempre que a comida acaba!
  • Gostas de comer fruta aos pedaços com as tuas mãos e és muito desenrascada quando parece que te vais engasgar;
  • Continuas a preferir a maminha a qualquer coisa!
  • Falas muito bem ao telemóvel, especialmente com a avó Lalinha. Dizes repetidamente “Tá”, “Olá”. E basta veres um telefone para começares logo a sorrir e querer falar;
  • Dizes muitas vezes “papa” e “papá”, mas “mamã” zero!
  • Identificas muito bem a Francisca e ela continua a ser o motivo das tuas melhores e maiores gargalhadas e sorrisos;
  • Não ligas muito à televisão, excepto algumas vezes em que já estás com a barriga cheia a devorar uma cenoura enquanto jantamos.
  • Deixaste de dormir a noite toda…. – não podem ser só maravilhas – e é horrível. Os dentes têm te estado a chatear nos últimos dois meses e a única forma de adormeceres e te consolares é no meu peito. Portanto, se acordares 8 vezes (sim, já aconteceu uma noite destas) mamas 8 vezes, sob pena de começares a chorar e acordares a mana mais velha. – Onde anda a minha bebé pequenina que dormia das 21h às 7h?! 
  • Bates muito bem palminhas, já com algum som capaz de acompanhar umas rumbas flamencas;
  • Gatinhas a alta velocidade (Começas a fazê-lo muito bem nos primeiros dias de Agosto, apesar de já te andares a rastejar nas últimas semanas de julho);
  • Ainda não consegues esticar bem o dedinho para fazer a lenga-lenga da Galinha Põe o Ovo, mas sabes que não é bem a mesma coisa que bater palminhas e que existe algures na canção o termo “papa”;
  • Dizes quase sempre adeus quando vais embora ou quando alguém também faz o gesto;
  • Adoras andar no cavalinho que está no quarto de dormir;
  • És muito destemida e aventuras-te demasiado;
  • Já te pões em pé algumas vezes, especialmente na cama de grades;
  • Não negas nunca o colo do avô Eduardo;
  • Tens dois dentes em baixo, um em cima e outro prestes a nascer em cima também.