sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Meu amor, há mais de dois dias que estás com febre... ora vai, ora vem, ora toma benuron... passam 6h/8h, ora toma brufen e esta tem sido a nossa vida... 
Pela primeira vez, a febre roubou-te o apetite. Não te apetece comer e nós não forçamos. Finalmente conseguimos adormecer-te e estamos com expetativas que acordes sem febre para ficarmos com o coração descansado. 
Tenho, outra vez, a certeza que são os dentes a chatear-te e nada de mais grave. Já na última vez os dentes fizeram a febre subir até aos 39,5º e não durou mais que 72h. Põe-te boa depressa, amanhã o papá faz anos!

domingo, 10 de agosto de 2014

Os primeiros passos sozinha

E foi ao dia oito, do mês oito que finalmente demos por ti a deslocares-te sozinha, cheia de coragem sem o auxílio das nossas mãos. 

Nos últimos dias tinhas ameaçado que estavas prestes a começar a andar e sexta-feira enquanto eu tratava do nosso cabaz de legumes biológicos o pai chamou-me e disse que já tinhas dado mais alguns passos sozinha, fui ver-te, abri os braços e vieste até mim sem ajuda. 

Depois ao final do dia a avó e o avô vieram assistir aos teus primeiros passos e consegui filmar-te a andar sem estares apoiada.

Estás a crescer tão depressa. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Filhos, essa dependência (boa)

No sábado fomos ao restaurante do costume almoçar com os avós, depois decidimos que irias ficar com eles à tarde para ires brincar com a prima Maria Luísa e para os animares.
Fomos para o sofá para o dolce fare niente e ainda não havia passado meia-hora e eu já estava cheia de saudades... até das birras. Como se estivesse sempre a desejar ter tempo para mim e para as minhas coisas, mas não me conseguisse concentrar ou ter vontade de as fazer quando tu não estás. Para piorar este sentimento filho-dependente o pai convidou-me para jantar a sós, em Lisboa. Aceitei sem hesitar. Desde que nasceste que foram muito poucos os momentos em que saímos só os dois, muito menos para jantar fora e é importante que eles continuem a existir. Fomos ao meu restaurante favorito e tu não me saías da cabeça, que parvoíce, que dependência... Quase que estava triste por estar sem ti. Pensei em ligar para a avó vinte vezes, mas liguei "apenas" duas. Não me queria tornar nisto, mas não consigo evitar.
Estava a ponderar fazer uma viagem sem ti no final do ano a uma capital europeia, agora já começo a ver esse projeto de uma forma mais preocupante. Há tantos pais que o fazem! E que fazem bem! 
Ainda por cima temos a sorte de estares tão bem com os avós como estás connosco, nem sequer sentes a nossa falta. Não há necessidade de estar/ser assim. 
Fomos buscar-te às 22h e assim que nos viste abanaste a cabeça e começaste a dizer que "não" e a abanar a cabeça, não querias sair da casa dos avós.

Perdoa-me o desabafo Francisca.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

14 meses!

14 meses de muito amor, com algum mau feitio à mistura:

- Já dizes a palavra "Não" e ao mesmo tempo abanas a cabeça.
- Ainda não andas sozinha, mas já tens menos medo e às vezes arriscas-te e dás dois ou três passos sem apoio, está quase!!
- Sabes muito bem o que queres e o que não queres.
- Continuas a gostar muito de ver TV e o Hippa Hippa Hey continua a ser o teu programa favorito e mais algumas músicas que passam no Baby Tv que te fazem sempre dançar.
- Quando canto a "Machadinha", gostas de cantar o início "Ah, ah, ah"
- O avô continua a ser o teu grande amor, apesar de já partilhares os momentos de colinho com a avó também.
- Dizes "cócó" antes de o fazeres na fralda, o que nos permite colocar-te no bacio a tempo :) e a seguir fazes um gesto de "cheira mal". 
- Quando te pergunto "como faz o Sporting" respondes sempre com os braços no ar, como quem grita "Golo" (ensinar-te a palavra Sporting está nos meus objetivos de curto prazo, daqui a 9 meses ensino-te a palavra Campeões)
- Dizes perfeitamente (a maioria já há cerca de 2 meses):
  • Avô
  • Avó
  • Água
  • Mamã
  • Papá
  • Cão
  • Óó
  • Pão
  • Papa
  • Já está
  • Bébé
  • Cócó
  • Pópó
- E também te entendemos quando dizes:
  • Gato - "Gá"
  • Avó Conceição - "Avó Titi"
  • Kiki - "Titi"
  • Menina - "mnnnaaa" (e dobras a língua)
  • Vaca/Boi - "Muuuuuuuu"
  • Pato - deixou de ser "pá" e passou a "quá quá quá"
  • Sapato - "Pá"
  • Chucha - não consigo explicar o que dizes, mas nós entendemos-te
  • Rua - "Ua"
  • Mafalda - "Cá" 
  • Abelha - não consigo reproduzir o som que fazes em vez de "bzzzz"
  • Porco - fazes uma cara feia e um som estranho
  • Cavalo - fazes o som dos passos do cavalinho
  • Anda cá - "Ah cá"
  • Não há - "Ah" e gesticulas com as mãos para cima
  • Carro - "Cá"
  • Hipopótamos - "Hipa"
  • Leão - "ãaaaao"
  • Adeus - "adê" e fazes o gesto do "adeus"
- Consegues-me fazer sorrir SEMPRE, seja qual for o meu estado de espírito.
- Adoro-te

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O pai entrou agora no meu gabinete e olhando para a tua foto disse-me, com um olhar enternecedor: - Está tão bonita nessa foto!

Quando o pai diz estas coisas é como se me desse o melhor elogio do mundo, fico toda derretida.

Estamos quase de fim-de-semana Kiki. Yupi!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Que fantásticos 13 meses!
Adoro a tua alegria, a tua simpatia, (até) as tuas birras, adoro!

Este fim-de-semana fomos passear até à casa dos avós no Alentejo. Foi uma delícia ver-te a olhar para a natureza, a aprender novas palavras, a cheirar as flores, a mimares os avós.
Desde que nasceste que tens uma relação especial com o avô, tão especial ao ponto de preferires o colo dele a qualquer outra coisa. Nunca te zangas com ele e sempre lhe ofereces o melhor sorrido do mundo  de braços abertos. Por muito que a avó tente e que brinque contigo a tua preferência é sempre o avô. Este fim-de-semana reparámos que já repartes o teu amor pelos avós e que já é possível saíres do colo do avô para o colo da avó (para o meu colo ainda há alguma resistência.... sim 9 meses a gerar um ser com tanto amor para o colo do avô ser o predileto). Afinal a avó mostra-te as suas flores, as abelhas que por lá pousam, os cães e gatos dos vizinhos, a comida que te prepara, etc.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

O meu bebé começa a ser cada vez menos bebé, é o que sinto.

E ao mesmo tempo que tenho uma enorme curiosidade em perceber como serás tu como criança começo a ter saudades da minha bebé pequenina. Começo a ter saudades de te encher de beijos (sem ser a dormir, que para isso ainda vou tendo permissão eheheh).
Já dizes o dobro dos nomes de animais que dizias há menos de um mês atrás, claro que à tua maneira, dizendo a primeira sílaba com uma determinada expressão no rosto para que eu distinga que animal se trata… sim porque o grunhir do porco é quase igual ao zumbir duma abelha, não fosse a expressão de sobrolho franzido e eu não sabia que estavas a falar de um porco. Sinto que basta dizer-te as coisas uma ou duas vezes para decorares e isso continua a surpreender-me todos os dias.
Fico ainda mais surpresa quando dou por ti a gozares connosco e a rires-te com muita vontade quando aprontas alguma e viajo logo até ao célebre cliché “mas quem é que te ensinou isto??”

Ontem ao jantar o pai estava a dar-te bife de atum com puré de batata e ao fim de 3 ou 4 colheradas começaste a negar. Experimentei dar-te um pouco do meu bife e tirei uma lasca com as minha mãos e pus-te na boca, sorriste, saboreaste e olhaste para o papá com ar de gozo enquanto dizias “Bommmmm!”. Claro que te dei quase todo o meu bife e por cada vez que te dava um pouco brincavas novamente com o papá... "Bommmm!"