Já passou
mais de uma semana desde que te vi no écran do gabinete do Dr. R.s e agora
que reli o post anterior achei tão estranha a palavra "filho"
(leia-se filho do sexo masculino). És uma menina! A minha menina! A minha....!
Bolas.... eu e o pai ainda não chegámos a um consenso em relação ao nome.
Tal como tínhamos
prometido escrevemos 5 nomes numa folha de papel e entregámos a folha ao outro
para que riscasse 3 nomes. Sobraram os nomes Maria do Carmo e Francisca (que tínhamos
escolhido os dois!), o nome Pilar também era uma opção que ambos tínhamos.
As pessoas à
nossa volta anseiam ouvir nomes banais como Rita, Sofia, Inês, Marta, Madalena,
Matilde. Há até colegas da mãe que teimam em chamar-te Matilde! Há cerca de uma
semana que quando falo contigo, ainda que em pensamento digo o teu nome... como
ainda não tomámos nenhuma decisão não te vou tratar por esse nome por respeito
ao papá.
Em relação à
ecografia as expetativas eram muito elevadas e por esse motivo, tal como tudo
na vida, tudo têm a ver com as expetativas... Esperava que esperneasses, que te
movesses, que acenasses e tu preferiste ficar a dormir, mesmo quando o Dr.
R. tocava com alguma violência na barriguinha tu preferiste continuar no teu
soninho com a mão esquerda fechada e junto à face. Saí da consulta e fui beber
água com açúcar na esperança que interagisses, mas continuaste a fazer óó e a
ecografia como foi muito específica para analisar os teus órgãos e ossos não
fiquei com a tua imagem como um todo. Existe apenas uma imagem que guardo, a 3D,
e em que gosto de apreciar o teu nariz.
A semana
passada, a nossa 23ª juntas, foi aquela em que mais te mexeste e em que mais me
deixaste feliz. E não consigo dizer-te mais do que isto filha, não consigo
apregoar palavras de uma paixão intensa como vejo tantas mães fazerem, quero
apenas transmitir-te que me fazes muito feliz quando te moves, quando dás
pontapés ou bates com as mãozinhas na barriga (pelo menos é o que eu imagino).
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