terça-feira, 2 de abril de 2013

32ª semana


 
F. hoje está a ser difícil aguentar os teus pontapés e movimentos. Não me consigo concentrar em nada, sem levar com um pezinho teu (repito… acho que é um pé).
Há quem diga que está relacionado com a ansiedade que tenho em te ver amanhã. Passaram cerca de 10 semanas desde a última ecografia e não sei como estás de saúde, se engordaste muito, se és grande, ainda nem sequer confirmei que estás mesmo de cabeça para baixo como já seria de esperar nesta altura.
Por outro lado, acho que estou menos ansiosa em relação ao dia D, as semanas que faltam parecem-me suficientes para preparar tudo o que falta, mas não me sinto com tempo “ a mais” como me sentia há umas semanas atrás. Neste momento as obras em casa estão praticamente terminadas, esta noite voltei a dormir na casa dos avós por causa do cheiro a tinta e do pó das paredes. Ainda nos falta organizar o roupeiro do teu quarto e colocar os varões e cortinados em 3 divisões, entre as quais o teu quarto. Falta arrumar as gavetas da tua cómoda com a roupa ordenada por tamanhos e comprar uns sabonetes para ficarem bem perfumadas.
Comprámos ontem uma mala na farmácia com os teus primeiros cremes e desde que a comprámos, em cor de rosa, já estou farta de pensar em como seria a minha reação se amanhã o Dr. R. dissesse que afinal eras um rapaz. Acho que não ia reagir bem… Depois de ter tantas certezas que eras uma menina e de ter criado ilusões com laços no cabelo vestidos em tons vermelho/azul, uma notícia destas deixava-me em estado choque e o mais provável era entrar logo em trabalho de parto. O mais importante, sem dúvida alguma, é que todas as medições que façam amanhã estejam perfeitas que estejas cheia de saúde, estou tão ansiosa F. tão ansiosa….
Apesar de ainda não estar nervosa com o parto e não pensar muito em como vai ser esse dia, sinto-me muito próxima desse dia e começa a ser normal ao mínimo sinal “estranho” no meu corpo pensar: “Será agora?”, por exemplo esta manhã, enquanto dormíamos as duas sozinhas (o papá ficou em casa) na casa dos avós acordei às 4:20 e não sabia se era fome, se era mau estar, se era paragem de digestão e o que pensei logo era que deveria estar na hora e que me iam rebentar as águas. Não foi nada.
Amanhã voltamos a falar e espero estar felicíssima por saber que estás bem e que está tudo a correr como esperamos.

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