domingo, 29 de março de 2015

Dia 7 - Top of the Rock, Ferry e Central Park

O dia de hoje estava destinado à viagem no Ferry de Staten Island pela manhã e ao Top of the Rock na hora do lusco-fusco, porque a chuva ameaçava aparecer a partir de amanhã, segunda-feira.

Felizmente enganámo-nos no metro para ir até à estação do Ferry (que dizer a cor da linha estava certa, amarelo, mas não era aquele metro... a esta altura ainda não dominava o esquema do subway), e atravessámos o East River pela Manhattan Bridge e pude ver pela primeira vez a ponte de Brooklyn, um dos monumentos que a mamã mais queria conhecer. Chegámos a Brooklyn e voltámos para trás para a estação de South Ferry. 



O Ferry é gratuito, ou seja, a oportunidade de atravessar o rio e ver a moldura de Manhattan e a famosa Estátua da Liberdade não nos custou absolutamente nada. Na viagem para Staten Island fomos na varanda do primeiro andar do barco para tirarmos umas fotos e na viagem de regresso a varanda da parte da frente vinha fechada e por isso viemos de lado, no lado da Estátua da Liberdade, que digamos.. desilude um pouco, porque no nosso imaginário é bem maior. Ainda assim é bonita. Tu não a viste, estavas mais preocupada em comer o teu iogurte e andar pelo barco para trás e para a frente.


Liberty Island, vista do Ferry de Staten Island.

Chegámos a Manhattan e fomos ao Battery Park para andares de escorrega e baloiços, estavas com o mesmo nível de entusiasmo que a mãe ao fazer a viagem de barco. Pensámos em almoçar ali por perto e o que é que nos apareceu à frente? Un Au Bon Pain, pois claro! Lá fomos nós para a nossa terceira visita à cadeia americana de cake bakery, mas com muitas sopinhas, wraps e saladas.
Depois seguimos junto ao East River, apreciando a vista sobre Brooklyn, e virámos para o Imagination Playground, mais um parque infantil. Seguimos então para a famosa Wall Street e virámos na Trinity Church para os memoriais do 11/09. Nunca é fácil estar num local onde se viveu uma tragédia tão grande, ainda para mais quando os monumentos construídos são buracos negros, com os nomes das vítimas gravados. 



Resta-nos apreciar a beleza do One World Trade Centre, o mais recente arranha-céus de NYC, o maior dos EUA e o 4.º maior do mundo.
{Espero que os momentos históricos aos quais possas assitir ao longo da tua vida sejam positivos e com repercussões completamente contrárias àquelas que o 11/09 nos trouxe. Um dia vou falar contigo sobre o momento em que a mãe assistiu ao embate na segunda torre gémea em direto. Naquele dia a mãe apesar de já ter quase 18 anos não se apercebeu que aquilo não era só um atentado terrorista (provavelmente ninguém se apercebeu do que se iria seguir). Não sabia que o mundo ia mudar tanto depois daquele dia de 2001. Um dia falaremos disso.}


One World Trade Center
Autalmente o edifício mais alto dos EUA.

Parámos depois no Whole Foods Market de Tribeca, o melhor supermercado de alimentação que alguma vez vimos. Tudo tinha bom aspeto! O pai decidiu comer um croissant e a mãe um donuts de café com leite. Claro que tu quiseste comer um pouco de ambos. E que utilizámos esse facto para te aguentar um pouco mais no carrinho, enquanto passeámos: " Francisca fica lá no carrinho, que a mamã dá-te mais um bocadinho de bolo".

Apanhámos a linha vermelha e saímos na 72 St. em pleno UWS -Upper West Side. Sem saber, entrámos no Central Park junto do famoso Strawberry Fields, um tributo a John Lenon, onde toda a gente se atropelava só para conseguir uma foto no centro do símbolo que estava desenhado no chão em mosaico. Começámos então à procura dos esquilos, e vimos tantos, tantos esquilos! Pediste à mamã para lhes dar bolachinhas e já nem querias comer bolachas durante o dia, só para depois podemos dar aos esquilos. Rias tanto para os esquilos! E adoravas os cavalinhos que se cruzavam connosco.


O teu amigo esquilo, que quase se confunde com as folhas secas no chão do Central Park

Ainda faltavam quase duas horas para a hora que tinhamos marco no Top of the Rock, mas decidimos ir andando até lá. Chegámos mais cedo e como não podíamos subir até às 18h40 demos-te um iogurte e esperámos dentro do Rockfeller.
Não tiveste nenhuma noção do impacto que é estar no "topo do mundo", mas garanto-te que é lindo! Que mereces voltar a este local mais velha, para apreciares a beleza que esta cidade nos oferece. É maravilhoso ver o Central Park aqui de cima, pensava a mãe. E o Empire?! À medida que o sol se punha ia ficando mais bonito, colorido. Era praticamente impossível tirar uma boa foto, face à quantidade de pessoas que estavam "abancadas" nos 3 pisos superiores em frente a downtown. Mas ficou gravado na nossa memória. 


Ficou também gravado na nossa memória o momento (depois de alguma resmunguice tua, que querias sair a todo o custo do carrinho no meio da multidão) em que tu dizes "Mãe cócó" e a mãe embevecida com aquela paisagem não te ouve e o pai diz-me que tens cócó e eu pergunto-lhe "E agora que fazemos? Não temos bacio!". O pai corrigiu-me "Ela já fez!".

E foi assim que ali, no topo do mundo, tu resolveste fazer um grande cócó na fralda. (coisa que já não fazias há muitos meses)



Trocamos-te, contemplámos mais umas vezes aquela vista e tu acabaste por adormecer enquanto procuravamos um sítio para jantar. Ao que parece muitos dos restaurantes daquela zona fecham cedo ao domingo e os que não fecham ou são verdadeiros atentados à carteira ou estavam cheios. Lembrámo-nos da Pazteria! É claro que queríamos repetir aquelas magnificas fatias de pizza. Depois de quase acordares em Times Square para te voltares a assustar com o Mickey, adormeceste nos meus braços e foi assim que te levei até à Patzeria. Num braço tinha os teus treze quilos, no outro uma maravilhosa fatia de pizza com queijo de cabra e espinafres. 

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