segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

As saudades do pai

Nos últimos dias não tens estado bem, não sei se se pode dizer que estás doente. Tiveste, na semana que passou, febre durante a noite que com o amanhecer passava sem recurso a antipiréticos. Mas tens estado mais carente e mais sonolenta. Apesar de tudo ontem passámos uma manhã fantástica às compras no supermercado. A tua boa disposição e os carinhos que trocas comigo compensam qualquer período de birras que tenhas passado há umas semanas ou os que ainda iremos passar.
Ontem adormeci-te com muita dificuldade, não tinhas sono, mas querias estar deitada e se possível comigo ao lado. Quando finalmente te consegui deixar sozinha na cama a dormir, passados poucos minutos ouvi-te a choramingar e fui até ao quarto, e quando pensava que me ias pedir para vir dormir para a minha cama disseste: - Mãe eu pexijo do pai! (“Mãe, eu preciso do pai”)

Não tenho palavras para comentar isto. Não demonstras umas saudades imensas do pai, nem queres falar com ele no telefone, mas as tuas atitudes e a tua carência de afetos, às vezes traduzem-se nestas frases, que me derrubam.

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