O pai está na 2ª missão no Peru, partiu ainda não fez uma
semana e regressa de hoje a um mês. A mãe lida com uma média de 3 birras
diárias, sendo que não é qualquer choro que é considerado birra. Não creio que
haja uma ligação direta entre a ausência do pai e a tua arte de fazer birras,
penso que se ele estivesse cá seria quase a mesma coisa. Tem a ver com a idade
dizem…
Nesta fase as birras são o que menos me preocupa, nos
últimos 10 dias fizeste mais vezes xixi na cama do que nos últimos 5 meses. E
aparentemente não há razão. Ontem por exemplo fizeste antes de dormir,
acordaste-me às 4h porque querias fazer e quando te deitei na minha cama a essa
hora passado pouco tempo voltaste a fazer. Não sei se serão sonhos, não entendo
esta regressão.
De repente, após o Natal criou-se toda uma aversão a
qualquer assunto que tenha a ver com o bacio. O bacio já não faz parte da
rotina. Tornou-se aquele tema chato que a mãe tenta impor todos os dias quando
acordas. Já não és tu que te queres levantar às 7h para ires ao bacio e
iniciares um novo dia. Já sou eu que te tiro a ferros da cama, depois de muita
negociação, mimo e palavras tortas tuas e depois te tento impor o bacio, com
mais negociação à mistura.
O tema é complexo, não duvides.
Para quem queira saber mais de obstipação funcional /
retenção fecal propositada ou algo do género, vale a pena ler o que vem a
seguir. Não há soluções, mas este é um relato de desespero de uma mãe.
- praticamente desde que nasceste que o assunto cócó não é tema para nós – até aos 10 meses fazias na fralda praticamente todos os dias e sem recurso a bébé gel e coisas desse tipo; perto dos 12 meses começaste a “despachar o assunto” todas as manhãs ao acordar no bacio enquanto brincavas
- Estivemos quase 15 dias de férias de Natal e as nossas rotinas foram alteradas, a partir do dia 25 apareceram no teu quarto todo um conjunto de brinquedos novos, que te fazia querer acordar e ir logo brincar sem parar sequer para fazer chichi. Nós deixámos um dia, deixámos no seguinte e começaste a criar este hábito parvo. Depois começámos a pedir-te que fosses para o bacio e tu negavas sempre, quando ias já era após 3 dias de insistência e recurso a um clister e fazias sem qualquer tipo de dificuldade. Já nos tinhas apercebido que o problema não era a dor, era psicológico, não estás para isto.
- Já percebemos que insistir é bem pior e não traz resultados, mas todas estas teorias vão por água abaixo quando percebemos que já passaram 3 ou 4 dias e que aí sim podes criar um problema sério, ou porque te vai passar a doer e aí vais ter razões para detestar este momento, ou porque podes adoecer (não sei se isto é verdade, mas tenho este medo, parece-me que estás farta de estar bem.) Portanto essa história de não mostrarmos ansiedade ou preocupação é muito bonita, mas há momentos que não resulta.
- Podíamos aproveitar esta altura para te habituar à sanita e largar o bacio de uma vez por todas.
Tenho confiança no meu trabalho e no trabalho das educadoras e tenho muita esperança que este tema seja algo que se vai resolver muito em breve.
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